E como foi a gamescom latam 2026? – Parte 2(Final)
E vamos para a segunda e última parte do meu review sobre o ganescom latam 2026.
E a primeira parte se encontra aqui:
Tem uma coisa que eu sempre valorizo na gamescom latam e que talvez muita feira gigantesca por aí esqueça no meio de tanto palco, influencer correndo e fila quilométrica: o videogame precisa continuar sendo jogado. Parece óbvio, mas não é.
E nessa edição de 2026 isso ficou muito claro pra mim mais uma vez. A quantidade de estações espalhadas pela feira, com jogos disponíveis pra qualquer visitante simplesmente sentar e testar, fez toda diferença no clima do evento. Não importava se era lançamento badalado, indie desconhecido ou aquele game que você só conhecia por trailer de internet. Tinha espaço pra pegar no controle e formar sua própria opinião.
Isso é uma coisa que eu respeito muito na gamescom latam. A feira consegue manter essa sensação de celebração do jogador comum. Não fica aquela energia de evento feito só pra imprensa, creator gigante ou reunião de negócios escondida atrás de painel bonito. O visitante entra ali e sente que faz parte da experiência.
A gamescom latam 2026 mostrou mais uma vez que criatividade ainda vale muito dentro da indústria. Claro, tinha os gigantescos AAA chamando atenção com filas enormes e trailers cinematográficos, mas quem realmente roubou a cena foram os indies e os double A. E digo isso sem medo algum.
Foi justamente nesses jogos de menor orçamento que apareceram as verdadeiras surpresas da feira. Projetos cheios de personalidade, ideias diferentes e aquela vontade genuína de entregar algo divertido antes de só parecer caro. Tinha muito jogo ali que o público entrou sem expectativa nenhuma e saiu comentando mais do que muito medalhão famoso.
A gamescom latam 2026 também foi palco para grandes nomes do cenário gamer e para cosplayers simplesmente incríveis, daqueles que você olha e pensa: “ok, isso aqui virou outro nível”. Tinha muita gente talentosa circulando pela feira, trazendo personagens à vida com um carinho absurdo nos detalhes, algo que sempre ajuda a transformar o evento em uma experiência ainda mais viva e divertida.
Agora, sobre algumas “estrelas” do meio gamer nacional… na minha humilde opinião, passou da hora de escolher melhor certos youtubers colocados para comandar palco e interação com o público. Uma coisa é ter energia, outra é agir como se estivesse gravando vídeo no quarto berrando para algoritmo. Em vários momentos parecia que a pessoa nem entendia o clima do evento ou como conversar com quem estava ali presencialmente. Carisma ajuda, claro, mas noção de palco também deveria ser requisito básico.
Saindo da gamescom latam 2026 eu fico com aquela sensação boa de quem viu uma feira que ainda está buscando sua identidade completa, mas que claramente evolui a cada edição. Ainda existem coisas para amadurecer dentro do segmento, principalmente em organização de alguns espaços e escolhas de certas atrações, mas também é impossível ignorar o quanto o evento cresceu em estrutura, público e relevância dentro do cenário gamer nacional.
A gamescom latam já deixou de ser apenas “uma promessa” faz tempo. Hoje ela já é uma realidade importante para o mercado brasileiro e, mantendo esse ritmo de evolução ano após ano, a tendência é só crescer ainda mais e se consolidar como uma das grandes feiras gamers da América Latina.
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